segunda-feira, 23 de março de 2009

Textos de Teoria Musical

ARTIGO 4
ENTENDENDO NOTAS E ESCALAS

Infelizmente, tocar um instrumento não depende só de ouvido, prática, ritmo, dedicação e dom divino (só?????). O domínio do instrumento, qualquer que seja, depende – e muito – de “decoreba”. O importante desta tarefa de decorar a teoria musical é justamente utilizar técnicas que evitem esta ação. Não me xingue – ainda. O que estou tentando explicar é que, aprendendo como se chegou a uma conclusão é mais simples decorá-la. Neste artigo vamos abordar a teoria de notas, escalas e acordes, de uma maneira que você acabará por decorar tudo sem ter que ficar repetindo oralmente ou escrevendo tudo 1.000.000 de vezes.


4.1.) História das Notas

No original as sete notas são: A, B, C, D, E, F, G, pois é o sistema de notação musical adotado pela língua inglesa, proveniente da tradição greco-romana. Nesse sistema, A representa o nosso lá. Já nos países latinos, os nomes das notas remontam às sílabas iniciais de cada verso de um hino a São João Batista, composto, em latim, pelo monge beneditino Guido d’Arezzo (900-1050):

UT queant laxis
REsonare fibris
MImira gestorum
FAmuli tuorum
SOLolve polluti
LAbii reatum
Sancte Johannes

Mais tarde o UT foi substituído pelo DÓ (mais fácil de entoar), mas os franceses continuam usando o UT. O SI entrou em vigor muito depois de d”Arezzo.


4.2.) Notas Musicais e Escalas

Você deve ter aprendido, algum dia de sua vida, que as notas musicais são 7: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Certo? Errado... Na verdade, esta é a escala musical convencional, utilizada como conceito básico – menos para estudantes de música.
Uso para explicar as Notas Musicais a imagem de um teclado – por ser mais fácil de visualizar. Se você lembrar, verá que um piano tem teclas brancas e pretas. As teclas brancas ficam lado a lado, e as pretas, menores, ficam entre as brancas. Mas você deve se lembrar que existem espaços entre as brancas, não?
Veja o esquema abaixo (imagine que isto é um teclado...):

...1...2.......3...4...5
+-|0|-|0|---+-|0|-|0|-|0|---+
|.|0|.|0|...|.|0|.|0|.|0|...|
|.|0|.|0|...|.|0|.|0|.|0|...|
|.|0|.|0|...|.|0|.|0|.|0|...|
|.+-+.+-+...|.+-+.+-+.+-+...|
|...|...|...|...|...|...|...|
|.C.|.D.|.E.|.F.|.G.|.A.|.B.|
+---+---+---+---+---+---+---+

Antes, um conceito internacional – usamos símbolos para as notas musicais: Dó = C; Ré = D; Mi = E; Fá = F; Sol = G; Lá = A; Si = B.
Então, temos no nosso “teclado” as teclas para Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, que são as brancas. E as pretas? É que, de uma TECLA para outra, independentemente da cor (ou seja, da esquerda para a direita: branca, preta, branca, preta, branca, branca, etc...) tem-se 1/2 tom (ou semi-tom) de diferença. Algumas NOTAS tem entre si 1 tom de diferença , e outras, 1/2 tom (semi-tom). Veja no teclado: do C para o D, temos 2 semi-tons (uma preta, uma branca); já do E para o F, 1 semi-tom (uma branca). E AS PRETAS??????? As teclas pretas, no teclado, são os sustenidos (#) ou bemóis (b). Os sustenidos (#) são usados para aumentar a nota em um semi-tom. Os bemóis (b) são usados para diminuir a nota em um semi-tom. De volta ao teclado, as teclas pretas seriam: 1 = C# ou Db; 2 = D# ou Eb; 3 = F# ou Gb; 4 = G# ou Ab; 5 = A# ou Bb.
Pô...e na guitarra? Nos instrumentos de corda com braço e trastes (violão, guitarra, baixo, cavaquinho...) os semi-tons são marcados pelos trastes. Assim, as teclas do nosso tecladinho são correspondentes às casas da guitarra. E as Notas Musicais, então, são 12:
C, C# (ou Dd), D, D# (ou Eb), E, F, F# (ou Gb), G, G# (ou Ab), A, A# (ou Bb) e B.
Já deu pra notar que o sustenido e o bemol só servem prá confundir, não? O nome muda, mas a nota tocada é a mesma. É que a teoria era muito simples, então alguém inventou os dois prá brincar um pouco... O braço do seu instrumento, como já vimos, é dividido em semi-tons pelos trastes. Logo, sabendo o nome das cordas soltas, podemos determinar todas as notas no braço – e vai ficar assim:

0....1.....2...3....4....5....6....7....8....9....10...11...12
e. |-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--| fina
B. |-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--| ||
G. |-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--| ||
D. |-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--| ||
A. |-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--| \/
E. |-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|grossa


12...13...14....15...16...17...18...19...20...21...22...23...24
e. |-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|
B. |-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|
G. |-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|
D. |-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|
A. |-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|
E. |-F--|-F#-|-G--|-G#-|-A--|-A#-|-B--|-C--|-C#-|-D--|-D#-|-E--|


Note que as notas se repetem da mesma maneira após o 12.º traste. Aliás, as notas do 12.º traste são as mesmas das cordas soltas. Chegamos a 2 conclusões: a boa é que você só tem que decorar as notas até o 11.º traste, porque o resto é igual; a ruim é que você TEM QUE DECORAR as notas até o 11.º traste... Mas isso não será tão difícil – esta é a minha intenção – seguindo nossos artigos.


4.3.) Escalas – o Básico

Já sabemos, agora, as 12 notas musicais. Uma escala é um conjunto específico de notas contidas numa oitava (conjunto de 8 notas). Tínhamos, no começo, a Escala Convencional: C – D – E – F – G – A – B. Usando a Escala acima, repetindo-a, temos: C – D – E – F – G – A – B – C – D – E – F – G – A – B – C – D... Uma oitava corresponde a: C – D – E – F – G – A – B – C; esta é a Escala Diatônica.
As escalas são identificadas por uma seqüência de numerais romanos, correspondentes ao GRAU das notas. Vejamos a escala diatônica:

I.II.III.IV.V.VI.VII.VIII
C..D..E...F.G..A..B...C

Os dois maiores grupos de escalas – principais, e dos quais derivam todos os outros – são as Escalas Maiores e as Escalas Menores. Essas escalas são formadas por fórmulas muito simples, baseadas nos intervalos (distância em semi-tons entre duas notas – lembre-se: uma casa = 1 semitom)


4.3.1.) Escalas Maiores

As escalas maiores são formadas pela seguinte fórmula:


tom tom 1/2 tom tom tom 1/2


Vamos à prática: comecemos pela Escala Maior de Dó (C), por ser a mais simples. Lembra-se das 12 notas?
C – C# – D – Eb – E – F – F# – G – Ab – A – Bb – B – C – C# – D – Eb – E – F – F# – G – Ab – A – Bb – C... etc

Começando pelo C, seguindo a fórmula, temos:

I.II.III.IV.V.VI.VII.VIII
C.D...E..F..G..A..B...C

Fácil, não? O I grau é a Tônica (root, raiz), que dá o tom da Escala. O II grau vem, pela fórmula, depois de um intervalo de 1 tom, ou dois 1/2 tom. Procure na seqüência de notas. Achamos o D. O III grau, mais 1 tom (dois 1/2) – acharemos o E. O IV, só 1/2 tom – teremos o F, e assim por diante. TODAS as escalas maiores são construídas dessa forma. Usamos a de C como primeira, porque ela não apresenta acidentes – sustenidos (#) ou bemóis (b). Vejamos a de Sol (G):

I.II.III.IV.V.VI.VII.VIII
G.A...B..C..D..E..F#..G

Notou que agora temos o Fá sustenido (F#)? Mas a fórmula continua a mesma: tom, tom, 1/2, tom, tom, tom, 1/2. Comece pela tônica e confira. Pegue um lápis e papel e tente construir as outras. Procure memorizar a fórmula.


4.3.2.) Escalas Menores Naturais

As escalas menores naturais são derivadas das Escalas Maiores, a partir do seu VI grau, mantendo-se os intervalos. Vamos ver a escala maior de C:

I.II.III.IV.V.VI.VII.VIII
C..D..E..F..G..A..B...C

O seu VI grau é A (Lá). Então vamos separar a de Am (Lá menor):

.........+–––––––––––––––––––––––––––––––––––––
C D E F G| A B C D E F G ...
.........+–––––––––––––––––––––––––––––––––––––


Teremos então:

I.II.III.IV.V.VI.VII.VIII
A..B..C..D..E..F..G..A

Percebeu que as notas das duas escalas são as mesmas? Por isso dá-se a elas o nome de Escalas Relativas Menores. Quando o tom da música for C, por exemplo, você poderá improvisar utilizando as escalas de C (Dó Maior) ou Am (Lá menor). E vice-versa. Esta “relatividade” pode – e deve – ser utilizada para todas as notas. O VI grau de uma escala maior é SEMPRE sua Relativa Menor; o III grau de uma escala menor é SEMPRE sua Relativa Maior.

DICA – Achar as relativas dos tons:

– Para achar a relativa de um “tom maior” conte um tom e meio abaixo, a nota que achar será do modo menor.
Ex: Achar a relativa do acorde “C maior”, descemos um tom e meio e encontramos a nota “A”. O acorde será menor, “A menor”. A relativa de “C maior” é “A menor”.
– Para achar a relativa de um “tom menor” conte um tom e meio acima, a nota que achar será em modo maior.
Ex: Achar a relativa de “B menor”, subimos um tom e meio e encontramos a nota “D”. O acorde será maior, “D maior”. A relativa de “B menor” é “D maior”.

Relativa de um acorde menor é um acorde maior
Relativa de um acorde maior é um acorde menor

Notamos, também, que nossa fórmula, a partir da Tônica Menor, ficou assim:


tom 1/2 tom tom 1/2 tom tom


Novamente, pegue seu lápis e papel e tente escrever todas as escalas naturais menores. Confira pela fórmula.
Viu? Passou aquele medo de escala que você tinha? Ainda não... Mas veja: com esta pequena introdução, muito fácil, por sinal, você já é capaz de formular 24 escalas – 12 maiores e 12 menores. Com uma vantagem: você só teria que decorar 12, já que as outras 12 são suas relativas (contém as mesmas notas). Você vai respirar aliviado: veremos técnicas que vão facilitar sua decoreba.


4.3.3.) “Boxes” – Escalas em Gráficos

Os “boxes” (ou caixas) são gráficos utilizados para demonstrar a coisa mais formidável em termo de escalas para instrumentos de corda com braço (violão, guitarra, etc...). Mas eles não passam de decoreba – e eu prometi que a decoreba não seria enfatizada em meus artigos. Então, vamos entendê-los, porque aí serão memorizados através da lógica, e não da repetição. Vamos relembrar 2 coisas:
1º) Todas as notas se repetem nas mesmas posições após o 12.º traste (ou seja, memorizando os 12 primeiros, temos todas as notas do braço);
2º) As escalas baseiam-se em fórmulas relativas a intervalos (distância entre as notas que compõem a escala). Voltemos às escalas de C (Dó maior) e Am (Lá menor). Lembram-se que elas são relativas (contém as mesmas notas)? Vamos para o braço do instrumento e coloquemos as notas contidas nas escalas:

C
I.II.III.IV.V.VI.VII.VIII
C..D..E..F..G..A..B..C

Am
I.II.III.IV.V.VI.VII.VIII
A..B..C..D..E..F..G..A

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
e. |-F--|----|-G--|----|-A--|----|-B--|-C--|----|-D--|----|-E--|
B. |-C--|----|-D--|----|-E--|-F--|----|-G--|----|-A--|----|-B--|
G. |----|-A--|----|-B--|-C--|----|-D--|----|-E--|-F--|----|-G--|
D. |----|-E--|-F--|----|-G--|----|-A--|----|-B--|-C--|----|-D--|
A. |----|-B--|-C--|----|-D--|----|-E--|-F--|----|-G--|----|-A--|
E. |-F--|----|-G--|----|-A--|----|-B--|-C--|----|-D--|----|-E--|


Acima temos as duas escalas no braço: C e Am. Geralmente, inicia-se e termina-se um lick (frase) ou um solo utilizando-se a Tônica da escala. Se quiséssemos solar sobre a de C, começaríamos com a nota C; se fosse sobre a de Am, o início seria a nota A. Então, vamos esquecer as notas, e visualizar somente os graus, iniciando do I grau de cada escala na 6.ª corda:

Escala de C:

0....1
....2....3....4....5....6....7....8....9....10....11....12
e. |----|----|----|----|----|----|VII-|-I--|----|-II-|----|----|
B. |----|----|----|----|----|----|----|-V--|----|-VI-|----|----|
G. |----|----|----|----|----|----|-II-|----|III-|-IV-|----|----|
D. |----|----|----|----|----|----|-VI-|----|VII-|-I--|----|----|
A. |----|----|----|----|----|----|III-|-IV-|----|-V--|----|----|
E. |----|----|----|----|----|----|----|-I--|----|-II-|----|----|


Escala de Am:
0....1....2....3....4....5....6....7....8....9....10....11....12
e. |----|----|----|----|-I--|----|-II-|III-|----|----|----|----|
B. |----|----|----|----|-V--|-VI-|----|VII-|----|----|----|----|
G. |----|----|----|-II-|III-|----|-IV-|----|----|----|----|----|
D. |----|----|----|----|VII-|----|-I--|----|----|----|----|----|
A. |----|----|----|----|-IV-|----|-V--|-VI-|----|----|----|----|
E. |----|----|----|----|-I--|----|-II-|III-|----|----|----|----|


Identificou as notas? Tente tocar as notas, descendo e subindo as cordas. Se possível, peça para um amigo ficar tocando os dois acordes, em compassos alternados: C e Am. Tente com as duas escalas – veja a diferença.
Voltando ao BOX. Veja estes dois BOX abaixo:

1
e. |----|-X--|-X--|----|----|
B. |----|----|-X--|----|-X--|
G. |----|-X--|----|-X--|-X--|
D. |----|-X--|----|-X--|-X--|
A. |----|-X--|-X--|----|-X--|
E. |----|----|-X--|----|-X--|

2
e. |-X--|-X--|----|----|----|
B. |----|-X--|----|-X--|----|
G. |-X--|----|-X--|-X--|----|
D. |-X--|----|-X--|-X--|----|
A. |-X--|-X--|----|-X--|----|
E. |----|-X--|----|-X--|----|


Observe que eu não coloquei mais os números dos trastes. Nem qual a tônica desta escala. Simplesmente por um motivo: os BOXES são transportáveis para qualquer casa no braço do instrumento. Isto é fácil de entender: os dois desenhos acima não são baseados em intervalos? O que determina a posição das notas em relação ao intervalo não é sua posição no braço do instrumento? Então se movermos o desenho INTEIRO para a direita ou para a esquerda, não estaremos alterando os intervalos entre eles. EUREKA!!!! Você acabou de ficar apto a tocar 24 escalas – CASO VOCÊ DECORE TODOS OS BOXES E RECONHEÇA AS NOTAS NA 6.ª CORDA.
Não acredita? O BOX 1 representa uma Escala Maior. Posicione o I grau na nota que você deseja como tônica e voilá! Você terá a Escala Maior da tônica escolhida. O BOX 2 é o desenho da Escala Menor. Posicione o I grau na nota escolhida como tônica – você obterá a Escala Menor correspondente. E agora, o “Pulo do Gato” – lembra que as escalas relativas usam as mesmas notas? Então os BOXES, quando desenhados todos juntos no braço da guitarra são complementares – isto é, decorando os BOXES básicos, ao uní-los, você poderá utilizar as Escalas Maior e Menor no braço todo, sabendo somente qual a nota que inicia a Escala. Isto reduz a sua decoreba a quase nada – e você saberá o que está fazendo, e não somente repetirá um monte de notas que alguém lhe disse que eram alí que deveriam estar. Vejamos o braço somente com as posições das notas.
Utilizarei a Escala de C (Dó Maior). Usarei também: M = maior m = menor para identificar o I grau de cada escala. (Os X à esquerda do capotraste significam tocar a corda solta):

0.......1.....2.....3.....4.....5.....6.....7.....8.....9.....10.....11....12
(x). |--x--|-----|--x--|-----|--m--|-----|--x--|--M--|-----|--x--|-----|--x--|
(x). |--M--|-----|--x--|-----|--x--|--x--|-----|--x--|-----|--m--|-----|--x--|
(x). |-----|--m--|-----|--x--|--M--|-----|--x--|-----|--x--|--x--|-----|--x--|
(x). |-----|--x--|--x--|-----|--x--|-----|--m--|-----|--x--|--M--|-----|--x--|
(m). |-----|--x--|--M--|-----|--x--|-----|--x--|--x--|-----|--x--|-----|--m--|
(x). |--x--|-----|--x--|-----|--m--|-----|--x--|--M--|-----|--x--|-----|--x--|

Note outra “boiada” pra você: lembra-se que a 1.ª e a 6.ª cordas são a mesma nota? Menos uma corda prá você decorar...
Agora vamos cortar o braço em BOXES: Esqueça as casas, certo (lembre-se: escolhendo a nota Tônica, você determina a Escala Maior e a Escala Menor!):


Padrão I:

|--x--|--x--|-----|--x--|
|--x--|--M--|-----|--x--|
|--x--|-----|--m--|-----|
|--x--|-----|--x--|--x--|
|--m--|-----|--x--|--M--|
|--x--|--x--|-----|--x--|

Padrão II:

|-----|--m--|-----|--x--|--M--|
|-----|--x--|--x--|-----|--x--|
|--x--|--M--|-----|--x--|-----|
|-----|--x--|-----|--m--|-----|
|-----|--x--|-----|--x--|--x--|
|-----|--m--|-----|--x--|--M--|

Padrão III:

|--x--|--M--|-----|--x--|
|-----|--x--|-----|--m--|
|--x--|-----|--x--|--x--|
|--m--|-----|--x--|--M--|
|--x--|--x--|-----|--x--|
|--x--|--M--|-----|--x--|

Padrão IV:

|-----|--x--|-----|--x--|--x--|
|-----|--m--|-----|--x--|--M--|
|--x--|--x--|-----|--x--|-----|
|--x--|--M--|-----|--m--|-----|
|-----|--x--|-----|--m--|-----|
|-----|--x--|-----|--x--|--x--|


Simples, não? Com esses 4 BOXES você pode tocar 24 escalas: 12 maiores e 12 menores, em qualquer lugar do braço do instrumento. Em que Tom está a música na qual você pretende improvisar? F#? Encontre o F# no braço do instrumento, encaixe um BOX nele e saia tocando nas posições indicadas! Isto mesmo, você está “solando”! (é claro que um solo é MUITO mais complexo do que isto – mas é um começo!). O mesmo vale para as escalas menores naturais. Por enquanto, sem compromisso nenhum, tente compreender os tópicos abordados neste artigo; procure tocar os BOXES, devagar e com muita calma (aplicando todos os nossos conhecimentos de postura, colocação e relaxamento vistos anteriormente). Pense, enquanto toca cada nota, qual seria ela. Observe as relações entre um BOX e outro. Não se preocupe em DECORAR os BOXES – veremos nos próximos artigos alguns conceitos teóricos que auxiliarão – e muito – a memorizar as notas em toda a extensão do braço.

Baseado em artigos de:
Frank Palcat – frank.palcat@synapse.org
Mike Livengood – Livengood.mike@a1gw.gene.com
Dave Good – blj@tiamat.umd.umich.edu
On Line Guitar College – http://www.eskimo.com/~ogre/library.html
Trechos extraídos da apostila “Dicas, Truques & Exercícios” de Walter Rocha Marques
Publicado no site “A Casa das Cifras” (http://www.casa.cifras.nom.br), em 28/09/1.999.

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