segunda-feira, 23 de março de 2009

Textos de Teoria Musical

Eu sou velho na internet, acreditem... Certa vez, lá pelos idos de 1.999, encontre no site "A casa das cifras" alguns artigos de um cara chamado Odilon Neto. Imaginem uma época sem You tube, sem imagens e recursos em flash, sem lugar pra hopedar arquivos e imagens, sem blog e fotolog e orkut e similares... Sem quase nada do temos hoje. Nessa ápoca, a informação, pura e simples, era tudo que tínhamos à disposição. Nessa época esses textos tiveram um grande valor.

Coloco aqui no blog para vocês. Se acaso o Odilon requisitar, retiro imediatamente do ar.

Segue os artigos (transcrito ipsis letteris)

ARTIGO 1
CONHECENDO O INSTRUMENTO

Se você já toca há algum tempo, deve conhecer as nomenclaturas das partes do seu instrumento; se este é o seu caso, pule direto para 1.1)Ajustando...
Se você está começando agora, ou tem algumas dúvidas, vamos lá:
Partes do violão/guitarra (estou adicionando os nomes em inglês porque é comum você encontrar estas referências na NET ou em manuais). De cima para baixo (com o instrumento em pé):
CABEÇA (head) – Fim do braço, onde ficam as tarraxas;
TARRAXAS (tuners) – Peças mecânicas, para afinar o instrumento;
ESTIRANTE (truss rod) – Peça de metal, que passa por dentro do braço. Tem uma das extremidades aparente, em forma de sextavado, para regulagem da curvatura do braço. Nas guitarras que o possuem, geralmente fica sob um pequeno escudo, na cabeça. Nos violões, costuma ficar dentro do corpo, na junção do braço com ele. Existem três tipos mais comuns: STANDARD (uma barra de metal), “BI-FLEX” (controla a curvatura côncava e convexa do braço) e os Duplos (duas barras de metal, utilizados geralmente em baixos);
CAPOTRASTE ou PESTANA (capo, nut) – Parte plástica ou de osso, por onde passam as cordas, separando a cabeça do braço;
BRAÇO (neck) – Peça longa, de madeira, entre a cabeça e o corpo do instrumento, por onde passam as cordas;
ESCALA (fretboard) – Parte do braço por cima da qual são esticadas as cordas, dividida em casas pelos trastes;
TRASTES (frets) – Pequenas peças de metal, fixadas no braço, que separam as casas;
CASAS (lá fora dificilmente se utiliza este conceito; refere-se à 5.ª casa, ex., como “fret 5”) – Espaços da escala separados pelos trastes;
CORPO (body) – Parte maior do instrumento, de onde partem as cordas para a cabeça;
TAMPO (top) – Parte frontal do instrumento;
FUNDO (bottom) – Parte traseira do instrumento;
CAVALETE no violão/PONTE na guitarra (bridge) – Parte do instrumento, fixa no corpo, de onde partem as cordas para a cabeça. No violão costuma ser de madeira, colada ao tampo. Nas guitarras, pode variar muito. Existem as FIXAS (como nas Fender Telecaster), as MÓVEIS (como nas Fender Strato e algumas Gibson SG) e as FLUTUANTES (tipo Floyd Rose – comuns nas Ibanez e Jackson). Os dois últimos tipos trabalham com uma ALAVANCA (tremolo), que sobem ou descem a afinação do instrumento quando utilizadas. Nas guitarras, podemos encontrar, ainda, quanto à regulagem, pontes FIXAS, REGULÁVEIS EM ALTURA, TAILPIECE ou TUNE-O-MATIC. As primeiras não permitem regulagem alguma; as REGULÁVEIS EM ALTURA possuem duas roscas nas extremidades da ponte; as TAILPIECE são aquelas presas à parte do corpo mais distante do braço, e não em cima do tampo, como as outras (geralmente encontradas em modelos semi-acústicos, Gibsons antigas e Rickenbakers), e que permitem uma regulagem de entonação de todas as cordas simultaneamente; por último, as TUNE-O-MATIC, que possuem um sistema de ponte com módulos individuais para cada corda, permitindo regulagem de entonação e altura corda-a-corda;
RASTILHO (saddle) – Nos violões, pequena peça plástica ou de osso, encaixada no cavalete, por sobre a qual passam as cordas. Nas guitarras, é substituída pela ponte, que engloba as funções do cavalete e rastilho juntos.
CAPTADOR (pick-up) – Peça eletromagnética que, como o próprio nome diz, capta a vibração das cordas, transformando-as em impulsos elétricos. Podem ser de vários tipos; os mais comuns são: SIMPLES (single), de uma só bobina (Fender Strato), DUPLOS (Humbucking), de duas bobinas conjugadas (usados nas Gibsons, ou os famosos DiMarzio) e PIEZO, utilizados em violões elétricos;
ESCUDO (shield) – Parte plástica ou de material similar, utilizada para proteger o tampo de violões contra arranhões e palhetadas, ou utilizada em guitarras para tampar as instalações elétricas existentes dentro do corpo;
CONTROLES (controls) – Óbvio... Botões controladores das funções elétricas do instrumento.
Depois de tudo isto bem localizado e compreendido, vamos ao que interessa.


1.1.) Ajustando seu instrumento

Com o passar dos anos, aprendi uma coisa muito interessante. É muito mais fácil o seu desenvolvimento num instrumento com qualidade do que num instrumento com problemas. Se você já ouviu, como eu, que quem aprende a dirigir um Fusquinha 68 dirige qualquer coisa, ESQUEÇA. A frase pode até ter algum sentido, mas, tratando-se de instrumento musical, não funciona bem assim.
Veja um exemplo ridículo: coloque o Schumacher no nosso Fusca 68, e você na Ferrari dele. Apostem uma corrida de uma volta em Interlagos. Partindo da premissa que os dois saibam dirigir – não estamos contando a perícia, somente saber dirigir – você acha que o Shummy ganha? Claro que não!!!
Da mesma maneira, você nunca assistiu à sua banda preferida numa performance ao vivo e pensou: cacete, é impossível fazer isso na minha guitarra! Provavelmente, aquela guitarra é uma das “parece que toca sozinha” da vida, por mais que seu ídolo seja um ás.
É claro que existem instrumentos de qualidades diferentes, mas o que vamos discutir aqui é buscar o Ajuste Perfeito do SEU equipamento – mesmo que não seja o que você busca, será o melhor que o equipamento permite. Se mesmo assim o instrumento não for adequado à sua expectativa, he, he, he... Acho que você terá que procurar algo novo...
LEIA ISTO COM MUITA ATENÇÃO: as dicas a seguir foram extraídas de 2 sites de muito respeito: Fender e Gibson. Algumas especificações técnicas são referenciais, pois referem-se aos equipamentos originais destes fabricantes. Entretanto, o conjunto servirá, com toda a certeza, para que você possa fazer pequenos ajustes no seu instrumento. Se, após seguir este pequeno guia seu instrumento não alcançar os referenciais mostrados, ou continuar apresentando problemas, você deve procurar um profissional especializado – o “LUTHIER”. Um luthier é especializado em ajustar instrumentos de cordas, como guitarras, violões, baixos, cavacos, bandolins, harpas, etc. Esse profissional, trabalhando por conta própria ou no serviço técnico do instrumento que você possui é o único que pode consertar problemas graves, e conseguir o máximo de seu instrumento. Portanto, se você sentir dificuldades no ajuste, leve o problema a um LUTHIER.

O que você precisará:
1 – régua de metal, do comprimento do braço;
2 – chaves de fenda, Philips e Allen (sextavada);
3 – paquímetro ou régua dividida em polegadas (em espaços de 1/16");
4 – um novo jogo de cordas.

I.) Instale novas cordas. Um novo jogo de cordas sempre traz um som mais claro e brilhante ao instrumento. Use como regra: utilize sempre a mesma medida de cordas no instrumento. Diferentes medidas causam diferentes ajustes. Por isso, se o instrumento está ajustado para aquele corda, nunca mude, ou terá de refazer os ajustes. As Fender Strato e as Tele corpo sólido vem com cordas .010; as Tele Holow-Body, com cordas .011. Já as Gibson corpo sólido utilizam como original .009 (Les Paul, Flying V, SG); as semi-acústicas, vem com .010. Os violões vem com encordoamento .013. Compare as características do seu equipamento com estes – não estamos falando de qualidade – e faça sua escolha.

II.) Afine o instrumento. (caso você não saiba afiná-lo, vou dar uma explicadinha no final desta lição. Mas se é o seu caso, não acho que esteja preparado para ajustar o instrumento sozinho...). Novamente, lembre-se: nova afinação, nova regulagem. Utilize a afinação que você costuma fazer e mantenha-a desta forma.

III.) Pegue a régua metálica e verifique a retidão do braço. Podem ocorrer 3 situações: a régua encosta em TODOS os trastes ao mesmo tempo, ou seja, o braço está perfeitamente reto; a régua encosta nos primeiros e nos últimos trastes, mas não encosta no meio; ou a régua encosta nos trastes do meio, mas não nos primeiros e nem nos últimos trastes. No primeiro caso, o braço perfeitamente reto deverá ser ajustado, porque isto ocasiona uma ação (posicionamento – altura das cordas em relação ao braço do instrumento) muito mais alta do que num braço abaulado para a frente, como no 2.º caso, porque certamente haverá trastejamento (= buzz – ruído da corda encostando em um traste) nos trastes mais altos. Da mesma forma, um braço abaulado para trás ocasionará o trastejamento nos trastes próximos à cabeça. Considera-se ideal um braço ligeiramente abaulado para a frente, na maioria dos estilos, pois permite uma vibração livre das cordas, sem trastejamento.

IV.) Para conseguir uma curvatura excelente do braço, siga estes procedimentos:
a. pressione a primeira casa com uma pestana;
b. pressione: na guitarra, última casa no violão, a casa sobre a junta do corpo com o braço;
c. com o paquímetro ou a régua em polegadas, verifique a altura da 6.ª e 1.ª cordas até a escala no 8.º traste;
d. compare com a tabela abaixo (valores referenciais!!!)

Padrões FENDER:
-------------------------------------
Violões
medida da 6.ª corda 1.ª corda
.010 6/64" 5/64"
.008 6/64" 5/64"
-------------------------------------
Guitarras
medida da 6.ª corda 1.ª corda
.012 5/64" 4/64"
.010 4/64" 4/64"
.008 4/64" 3/64"
-------------------------------------
Baixos
medida da 6.ª corda 1.ª corda
.014 7/64" 6/64"
.010 6/64" 5/64"


Padrões GIBSON:
-------------------------------------
Violões
medida da 6.ª corda 1.ª corda
.013 7/64" 5/64"

-------------------------------------
Guitarras
medida da 6.ª corda 1.ª corda
.009 5/64" 3/64"
.011 5/64" 3/64"

Obs.: Antes de começar a medir a distância no 8.º traste, confira a medida da distância da 1.ª e 6.ª cordas até a escala no CAPOTRASTE. A medida deve ser próxima da tabela. SOMENTE se for muito maior você deverá mexer nos cortes do CAPOTRASTE. Caso você exagere, poderá causar problemas no restante. Por isso, se você encontrar dificuldade, leve o instrumento a um especialista.
Medidas no primeiro traste (guitarras ou violões):

1.ª corda: 1/64" - 6.ª corda: 2/64"

e. ajuste, com a chave allen correta, o estirante. (em alguns modelos, você terá que tirar o pequeno escudo que cobre a cabeça do estirante com uma chave philips). Use sempre a chave allen de encaixe perfeito!!! Se você não tiver, vale a pena comprá-la. Será bem mais barato do que você “espanar” a rosca sextavada do estirante e impossibilitar qualquer tipo de ajuste. NUNCA gire o estirante mais do que 1/4 de volta de cada vez. Após virar um quarto de volta, aguarde pelo menos 2 horas antes de fazer novo ajuste. O braço terá que se adaptar à nova posição, e isto não é imediato. Sempre que você efetuar o ajuste, volte a afinar o instrumento. Isto faz com que o braço se adapte à posição com o tensionamento correto das cordas. Antes de fazer novo ajuste, lembre-se de medir o 8.º traste novamente – repita tudo até que você consiga o ajuste ideal. Vai valer a pena!!!
Obs.: Se você tem um instrumento equipado com Bi-Flex (dupla curvatura) ou com dois estirantes, e detectar problemas com a curvatura do braço, leve-o a um Luthier!!! NUNCA tente, sem conhecimento, regular este tipo de estirante.

V.) Ajuste a altura da ponte. Nas guitarras, é bem fácil, pois geralmente existe um sistema mecânico que permite este ajuste. Verifique qual o seu modelo. As mais comuns possuem roscas em cada extremidade. Gire-as para obter a altura desejada. Para subir a ponte, você precisará afrouxar um pouco as cordas. Nas tune-o-matic, o ajuste é individual para cada corda. Geralmente, são 2 parafusos tipo allen. Procure fazer uma linha imaginária passando por todas as cordas, para que não haja dificuldade na passagem de uma para outra na hora de tocar. Mas não é necessário que seja um “desenho”... As regulagens são feitas para regular, e não para enfeitar. Em violões, a coisa fica um pouco mais difícil...
A altura é determinada pelo rastilho. Se o problema for encordoamento muito alto, você deverá retirar o rastilho com cuidado (geralmente é só encaixado, mas em alguns casos pode estar ligeiramente colado) e desbastar, com uma lixa fina, o lado DE BAIXO da peça. NUNCA desbaste o lado de cima, pois ele é arredondado e influi diretamente na entonação do instrumento. Lembre-se: coloque a lixa sobre uma superfície perfeitamente plana e deslize o rastilho sobre ela, aos poucos, experimentando a modificação feita. É melhor afinar o instrumento 4 ou 5 vezes (não retire as cordas todas as vezes – só afrouxe) até atingir o objetivo, do que passar do ponto e ter que comprar outra peça.

VI.) Verifique se existe trastejamento (aquele buzz chato da corda batendo no traste). Com fazer isso? Reafine o instrumento. Comece pela 6.ª corda: aperte a 1.ª casa e toque com uma palheta média a nota presa. Não existe buzz? Vá para a segunda casa, e assim por diante, corda por corda. Caso você encontre algum problema, você pode tentar ajustar novamente a altura da ponte, até uma altura confortável. Se o problema continuar, é provável que seja necessário ajustar alguns trastes. Esse serviço deve ser feito por um LUTHIER! (Obs.: estamos supondo que você tenha feito os passos anteriores corretamente, OK?)

VII.) Verifique a entonação. Entonação perfeita é conseguida quando obtemos as notas na freqüência correta em qualquer lugar da escala. Para fazer isto, Toque um tom harmônico (ponha o dedo sobre o traste, sem apertar a corda; ao mesmo tempo que tocar com a mão direita, solte o dedo da esquerda) na 6.ª corda, 12.º traste. Depois toque a nota da 12.ª casa. Se for obtido o mesmo tom, a entonação está correta. Faça isso em todas as cordas.

VIII.) Ajustando a entonação:
a. Guitarras tune-o-matic – é a única que possibilita corrigir qualquer problema, pois permite regulagem individual das cordas. Se a nota da 12.ª casa for mais alta que o harmônico, “aumente” o comprimento da corda, levando o apoio da corda para longe do braço. Se a nota for mais baixa que o harmônico, “encurte” a corda, fazendo o procedimento contrário. Faça isto para todas as cordas. Novamente, não se importe com o “desenho” obtido pela regulagem. Importe-se com a entonação.
b. Guitarras com ponte “solta” (archtop) – algumas guitarras tem a ponte “solta”. Ela tem 2 encaixes, que se guiam por parafusos fixos no corpo da guitarra. Chama-se solta por que, tirando-se as cordas, ela realmente fica solta – é presa pela pressão que as mesmas fazem sobre ela. Neste tipo, você também moverá a ponte para perto ou longe do braço, dependendo do caso, mas com um problema – TODAS as cordas são alongadas ou encurtadas. Tente também movimentos diagonais para tentar chegar a uma entonação correta.
c. Guitarras tipo TAILPIECE (presas na parte oposta ao braço) – também são reguladas somente em conjunto, impossibilitando um ajuste perfeito.
d. Violões com cavalete fixo – o cavalete não pode ser movido, mas pode ser “entonado”, mudando-se o ponto de encontro da corda com o rastilho. Em alguns casos, um rastilho mais fino resolve o problema, em outros, angula-se o rastilho de forma a entonar a corda corretamente. Estes procedimentos devem ser efetuados somente por um luthier, por exigirem conhecimento e precisão.
DICA: Se o problema de entonação não for resolvido com regulagens de ponte, e vier de SOMENTE UMA CORDA, tente trocá-la por uma de medida superior ou inferior. Em muitos casos, resolve-se o problema.

IX.) Regule a altura dos captadores (para guitarras), utilizando a seguinte técnica: pressione a 6.ª e 1.ª cordas na última casa, e meça, com a régua em polegadas, a distância. Utilize a tabela abaixo para referência (padrões Fender).Para ajustar a altura, geralmente utiliza-se uma chave de fenda ou philips, nos 2 parafusos existentes nas extremidades dos captadores.

Tipo do Captador 1.ª corda 6.ª corda
Texas Special (Telecaster) 6/64" 8/64"
Amer/Mex.STD (Strato) 5/64" 6/64"
Humbuckers 4/64" 5/64"
BAIXOS 6/64" 8/64"

Se você seguiu todos os procedimentos acima corretamente, eu nem preciso dizer nada – seu instrumento está falando por si próprio !!!
Se você parou no item 1 e não entendeu mais nada, não se desespere... Leve seu instrumento a um Luthier e ele fará o serviço por você.
Lembre-se: mantenha seu instrumento limpo, sem poeira; limpe as cordas com uma flanela cada vez que terminar de tocar (existem também líquidos anti-corrosivos à venda nas lojas); evite calor, luz, sol, umidade. Não vai tocar, estojo, pelo menos um “bag”. Está tocando mas vai descansar, suporte – chão, nunca! Quanto mais próximo você se tornar do instrumento, mais rápido melhorará seu desempenho.


1.2.) Afinando seu instrumento

Isto é básico, portanto, vamos lá:
As cordas de sua guitarra ou violão são, de baixo para cima: E (mi), B (si), G (sol), D (ré), A (lá) e E (mi). De baixo para cima é da mais fininha para a mais grossa... O seu baixo é igualzinho, sem as duas de baixo: G, D, A, E.
Você precisa, primeiro, de uma referência. A mais barata é o Diapasão de sopro. É um “apitinho”, comprado em lojas musicais, que proporciona um determinado tom. Normalmente, é vendido em A (lá), ou seja, o mesmo som da sua 5.ª corda. Assopre o apito e afine a sua 5.ª corda no mesmo tom!!! (dã....)
Agora você vai para a 6.ª corda. Apertando-a na 5.ª casa, você deverá obter um A(lá), na mesma oitava da sua já afinada 5.ª corda. É só afiná-la igual.
Aperte a 5.ª corda na 5.ª casa. Você ouvirá um D (ré), que é a sua 4.ª corda.
Aperte a 4.ª corda na 5.ª casa – temos um G (sol). Afine a 3.ª corda por este tom.
Aperte a 3.ª corda na 4.ª casa; você terá um B (si). Afine a 2ª. corda nesse tom.
Aperte a 2.ª corda na 5.ª casa. Temos um E (mi). Afine a 1.ª corda.
Fácil, não? Após afinar todas, confira-as novamente – ao afinar cordas muito longe do tom correto, a pressão feita pelas cordas altera as que já foram afinadas.
Outra maneira é utilizar diapasões eletrônicos, que medem a freqüência de cada nota, utilizados em instrumentos elétricos. Eles são mais precisos, mais rápidos, e MAIS CAROS.


1.2.1.) Dicas e Truques

A música é um processo principalmente mental, usamos os músculos para produzir os sons que queremos apreciar. É importante ter músculos bem treinados na arte musical para que obedeçam docilmente aos mais sutis comandos da mente, mas também é essencial que se tenha uma mente bem treinada nesse universo sonoro que nos rodeia. A grande vantagem é que a mente se desenvolve muito mais depressa do que os músculos e, como não tem limites físicos, pode crescer infinitamente.
A mente, a imaginação e a fantasia fazem parte do lado mais bonito da música. Podemos “ouvir” mentalmente qualquer som ou canção que conheçamos, mas podemos também imaginar, criar mentalmente qualquer som ou canção que nunca ouvimos antes. É assim que muitos compositores trabalham para fazer as suas músicas. Conheça duas aplicações práticas de como usar isso a seu favor, desenvolvendo sua “Mente Musical”:

1.) – Durante o treino de uma nova peça, um estudo ou uma apresentação ao vivo deve-se passar e repassar cada detalhe, cada movimento cada execução cada nota só com a mente, só depois que não há mais dúvidas na cabeça é que os músculos do corpo obedecem precisamente. Como resultado, o tempo de treino diminui e aumenta muito a qualidade eliminam-se os erros, sem falar que aumentamos muito a segurança de nossa performance.

2.) – Quando se afina um instrumento de cordas, normalmente se aperta uma corda em determinada casa do instrumento, então, toca-se a outra corda solta e fazemosos ajustes, após ouvir as duas cordas tocando simultâneamente.

Tente o seguinte:
A) Aperte na casa que tem que apertar.
B) Toque o primeiro som .
C) Repita esse som mentalmente , até decorar .
D) Afine a outra corda “DE MEMÓRIA”.

Os resultados são surpreendentes! Este é um excelente exercício para desenvolver o ouvido. Aliás, ter bom ouvido significa ter mente afinanda!

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